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Teia, Vint e o Futuro

Eu e Papai do Céu

Eu e Papai do Céu

Ao final da palestra de Vint Cerf, ontem em BH, a sensação foi que tinha faltado algo. O clima na platéia era da expectativa de que o inventor do protocolo TCP/IP iria – como o próprio Sr. Wonka – divulgar as novidades mais saborosas do Google para o futuro ou conclamar a platéia para algum tipo de mobilização colaborativa e transformadora. Não foi assim. E por que seria? Vint fez o seu papel de evangilizador de internet e vice-presidente da Google. A expectativa na verdade não era em cima de Vint e sim do que estava borbulhando na capital de Minas naquele dia e mais: a expectativa era por alguem que falasse sobre o futuro.

A tarde, no maravilhoso palácio da Liberdade, um evento juntou a Google, o governador e blogueiros na assinatura de um protocolo de intenções que que vai dar acesso a um conjunto de softwares oferecidos pela Google, via Internet, a todos os 2,5 milhões de alunos e 165 mil professores das escolas da rede pública estadual.

Mas foi nesta mesma tarde que foi apresentado o projeto TEIA MG pelo Secretário Estadual da Ciência e Tecnologia Alberto Portugal. Foi neste momento que toda a efervecencia latente durante todo o dia veio a tona. Algo novo estava sendo dito. Alguma coisa realmente nova estava acontecendo na prática: um programa de fomento de redes de agentes  massificando a inovação. O impacto foi grande. Abaixo deixo vocês com o video do discurso emocionado do diretor-geral da Google para a América Latina, Alexandre Hohagen:

Aécio e Vint com a camiseta do TEIA

Aécio e Vint com a camiseta do TEIA

Cartaz do filme. Legal, né?

Cartaz do filme. Legal, né?

Aquelas pessoas 4.0 – como eu – devem se lembrar de um filme Checo chamado “Um dia, um Gato“. Uma das cenas mais lindas é quando é retirado os óculos do felino e ele passa a enxergar as pessoas de acordo com seu caráter (representado por cores) – uma taxonomia colorida em um baile lindo, que enchiam meus olhos de menino. O filme foi feito um pouco antes da “primavera de Praga” (mas assisti bem depois, né). Ultimamente ando com uma predileção enorme pelo Twitter e comecei a brincar do gato do filme e classificar as pessoas que sigo por cores e pior: mentalmente e pior ainda: comecei a me divertir com isso.

Vermelho (as apaixonadas): são aquelas que sempre estão dando bom dia, colocando musica no Blip.fm, dizendo que o dia está lindo e que estão indo fazer algum grande passeio ou acabaram de comer algo maravilhoso;

Cinza (as ranzinzas): aqueles que sempre estão reclamando do trabalho, do cansaço, do trânsito, do tempo e – principalmente – da vida;

Azul (as profundas): aquelas que fazem citações ou colocam enigmas que nem elas vão se lembrar da resposta depois de duas horas da postagem;

Amarelo (as radialistas): aquelas que narram jogos de futebol, shows, esperas em aeroportos ou mesmo um almoço de domingo (postam geralmente em cadeia);

Roxas (wired people): sempre com uma novidade tecnológica (não sei de onde tiram tantas novidades) que elas já testaram e dicas de sites, aplicativos e outras coisas inacreditáveis.

E tem aquelas que são todas estas cores se alternando – assim como alguns personagens do filme.

Eu realmente adoro esta dança de cores do Twitter (só dou unfollow naqueles que flodam pra valer). Eu acho até que ele deveria ter um dispositivo de classificação cromática que a gente poderia ir brincando de acordo com o tipo de apetite em devorar aqueles sushis de informação. Realmente gosto do Twitter. Gosto de pessoas. E ainda me emociono com as cenas de “Um dia, um gato”.

Ainda Vint Cerf


Vint é brasileiro por alguns dias

Vint é brasileiro por alguns dias

Algumas perguntas ao Papai do Céu:

É melhor ser hub de rede social ou estrela da mídia emergente?

A inteligência coletiva forma um deserto ou um pomar?

A era do conhecimento é antitese do capitalismo?

Existe Orkut em Marte?

De qualquer maneira, seja bemvindo ao país das Redes Sociais e obrigado pelo protocolo!

Inconfidência Mineira

O papai do céu

O papai do céu

Começando a arrumar as malas para ir a BH  para o evento do dia primeiro de junho – O Futuro da Internet – palestra com Vint Cerf – um dos pais da internet (inventou o protocolo tcp/ip) e vice-presidente do Google. Quero ouvir sobre a internet “interplanetária” e outras coisas mais.  Esta viagem  tem um significado especial para mim: é minha estréia no Peabirus, depois de 3 anos de Conectt. Pois é, acho que estou entrando com o pé direito – o evento promete e já sinto no ar uma atmosfera de inconfidência mineira que muito me agrada. Vou tentar transmitir a coisa de lá via Twitter e que Tiradentes esteja conosco! Fica o convite a todos os amigos de plantão.

 

Lanhouse do Futuro

Lanhouse do Futuro

 

 

Nestes últimos meses realizamos um projeto muito interessante chamado Sebrae Participativo – mapeamento e análise de redes sociais,  criação de uma blogosfera e muito mais. É o Sebrae que ensina e aprende. Estamos na reta final, ou seja: olhamos, analisamos, criamos a blogosfera e agora chegou a hora de entrarmos nas arenas sociais como Orkut, Yahoo Respostas, YouTube, Flickr e Wikiopedia. Nosso “plano de intervenção” passa pela criação de uma rede pontual juntando o Portal do Sebrae, as redes sociais mapeadas e a blogosfera (Mundo Sebrae) e  pontos de referência que são dois blogs de “assalto”, uma sobre como as Lan Houses podem apoiar as micro e pequenas empresas e o outro sobre a MEI (Micro Empreendedor Individual) . Fica o convite para conhecer estes blogs, responder as enquetes e entender o que é o Sebrae Participativo.

Não a demonização dos games

Ultimamente ando envolvido com projetos que tentam entender as Lan Houses e suas oportunidades. Várias pesquisas e pessoas bastante capacitadas – como Cláudio Prado (coordenador do Laboratório Brasileiro de Cultura Digital) – defendem as Lan Houses como espaços de grande potencial para a formação da cidadania cultural e digital deste século. Concordo. O que sinto falta é de um olhar mais atento à questão dos games nestes estabelecimentos – vistos, quase sempre, como prejudiciais para os usuários, como para os negócios. Posso ser preciptado mas acredito fortemente que a criação e distribuição de games com objetivos de construção do conhecimento, desenvolvimento de competências e sociabilização nas Lan Houses como ações de educação e cultura poderia dar samba. Mas eles têm que ser divertidos, bem feitos e instigantes – porque a competição é forte com os CSs e Tíbias. Aliás, não compartilho da visão que estes jogos de mercado (alguns violentos, é verdade, mas e daí?) são o capeta em forma de pixels: eles ajudam na socialização e permitem a construção de algumas habilidades interessantes – trabalho em equipe, estratégia, negociação, colaboração e respeito. Quem já participou de algum clan de game online sabe do que estou falando.

Arena Colaborativa

Arena Colaborativa

Uma das boas coisas em se ter um blog é receber comentários. Melhor ainda é quando estes comentários são de gente especial e inteligente – como a minha amiga Márcia Matos – poetisa, pintora, pensadora, web filósofa e assim vai. Vou reproduzir o comentário dela:

Sabe que eu tenho um site, privativo,   chamado www.odeiodinamica.com?  E que esse site tem adeptos?Pois é, só que ele fala daquelas dinâmicas motivacionais do psicólogos organizacionais. Que podem até surpreender da primeira vez, quando a gente ainda não conhece nada, nunca participou. Depois da segunda, ninguém mais aguenta!Agora, essa sua dinâmica é outra história. É pura colaboração e nem deveria chamar dinâmica, pra não confundir os adeptos do meu site. Pense nisso.

Pensei, Márcia e acho que você tem toda a razão. Não se trata de dinâmicas motivacionais ou de experiência comportamental ou simulações psico-emocionais e etc. Como já disse – nada contra. Mas não são isso e acho importante evitar confusões, como você bem alerta. Estas atividades (viu, só? Já estou evitando o usar o termo, rs) são ações que se valem de processos colaborativo e – quase sempre – visam objetivos mais coletivos e concretos e – quase sempre também – voltados para o fortalecimento da relação dos envolvidos com inciativas digitais ou mesmo ações em grupo visando a produção de algo concreto. Por isso, acatando a sugestão da Márcia de exiliar o termo dinâmica, passo a usar um termo composto por um substantivo e um adjetivo : Arena (que remete a jogo, demonstração, embate) e Colaborativa  (de acordo com o processo empregado). Aí está. Que tal, Márcia? Obrigado pela ótima sugestão!

Adoro fazer dinâmicas

 dinamicas

Adoro mesmo. O ano passado foi bastante interessante neste sentido, realizamos várias dinâmicas diferenciadas e todas foram um sucesso.  Começamos dentro de casa, com um mutirão colaborativo/game (já comentei aqui) para a criação de conteúdos para o nosso GTM. A experiência foi tão produtiva que passamos a oferecer dinâmicas para os nossos clientes ( 6 grandes empresas já compraram, fizeram e aprovaram) – não sem antes passar por uma replicação digital apresentada no CIAB (que gerou bastante visibilidade para nós e a Microsoft – já que customizamos o SharePoint  para um ambiente colaborativo/game). Quando falo no diferencial destas dinâmicas, estou querendo separá-las  dos focus group e das dinâmicas mais teatrais e comportamentais – nada contra, diga-se de passagem. Nossas dinâmicas utilizam um processo colaborativo apoiado em técnicas elementares de game – que geram a tensão produtiva, fundamental para a adesão, satisfação e qualidade da produção (outra palavrinha mágica). Outra característica de nossas atividades é que 90% delas estão de alguma forma ligadas aos ambientes digitais (afinal, trabalhamos com eles): mapeamento de iniciativas de colaboração, taxonomia corporativa, produção de conteúdo para intranets, alinhamento estratégico em torno de ambientes digitais, criação de políticas de governança e assim vai. O processo colaborativo, utilizando a diversidade de competências e áreas, aliado com a tensão produtiva de um game que permite que as pessoas compitam  enquanto constroem algo juntas (esta dualidade funciona que é uma beleza!) fecha a lista de diferenciais. Novamente levanto a bandeira da utilização de elementos de game na colaboração como forma super eficiente de controle, motivação e produtividade para vários processos. Porém, a dinâmica é uma forma concentrada e muito forte de colaboração – não pode e não deve ser utilizada de forma estendida e permanente (o que é meio óbvio, né?). Ela funciona como start ou com seu caráter de produção de qualidade em curto espaço de tempo, com satisfação máxima dos participantes. A forma estendida e permanente é justamente a parte deste latifúndio que cabe aos ambientes digitais colaborativos.

Índio Tupinambá jogando o game de imagem de Lan House

Índio Tupinambá jogando o game de imagem de Lan House

Por 3 dias realizamos um mapeamento das Lan Houses – no encontro nacional de Lan Houses que aconteceu no Campus Party. Utilizamos  mais uma vez dinâmicas de game para o mapeamento. A primeira, voltada para os usuários de Lan House, utilizava um jogo de cartas em duas rodadas: a primeira mapeava os 3 serviços mais demandados pelos usuários (em um universo de 24 opções) e a segunda, o sentimento e/ou opinião deles sobre as LH (na foto acima, índio Tupinambá jogando em uma das rodadas mais interessantes). Mais uma vez, a proposta de game foi um enorme sucesso. Mais de 270 pessoas ouvidas em um processo de game colaborativo que trouxe insumos importantes e marcou uma presença diferenciada do SEBRAE no CP. Realizamos uma segunda ação, desta vez voltada para os donos de Lan Houses, com objetivo de priorizar problemas, soluções e serviços, além de fomentar debates entre eles. Utilizamos nossa técnica da dinâmica de criação de cards, associados às cartas também. Novo sucesso. Estou cada dia mais seguro – e agora apoiado pela prática (mais de 7 dinâmicas realizadas) – que este tipo de proposta, misturando colaboração, urgência produtiva (game) e estratégia é bastante eficiente e estabelece uma relação de construção de estratégias, conteúdos, idéias e ações de forma bastante produtiva e alinhada – além de proporcionar aos participantes uma experiência rica e prazerosa. A equipe está de parabéns pela produção e condução das dinâmicas. Foi ótimo!

Persona Múltipla

Uma das melhores coisas que estamos vivenciando nesta meio-que-revolucinária onda 2.0 é a emergência (no sentido de vir a tona mesmo) de competências multiplas e abrangentes construindo uma persona múltipla, rica. Estas competências múltiplas, existindo em total harmonia, já começam a estar presentes intra-muros no castelo corporativo. Nestes dias estive em BH e me deparei com um CIO de uma grande empresa (um grato encontro, mas que por razões de confidencialidade não posso revelar o nome nem a empresa)) que constrói sua persona múltipla com filosofia e teatro, mesclando com toda uma gestão de TI dentro de  uma empresa de mineração. Estas competências, de fato, influeciam sua condução e visão de um programa digital que promete inovar. Porém, este post é dedicado ao meu amigo, mentor e “chefe” (rs) Marcelo Pimenta, que faz da persona múltipla todo um estilo próprio de gestão e inovação para a empresa a qual pertenço – o que faz com que a cada dia desafios e formas “laterais” de pensar o negócio tornam nossa vida profissional mais instigante. Imagino que é esta mesma inquietude e busca que faz com que o CIO citado consiga pensar em caminhos para uma TI corporativa cada vez mais acoada, precisando repensar sua função corporativa. Marcelo fez um post sobre o pianista Nelson Freire que é de uma precisão análitica e uma sensibilidade impressionante – duas competências que integram sua persona múltipla. Viva a múltiplicidade – não precisamos ser concertistas, precisamos ser as teclas do piano…. diversos tons, construindo múltiplas melodias.

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